“De repente você resolve: Fugir.
Não sabe para onde nem como nem por quê.
(Na verdade você sabe a razão de fugir; nasce com a gente) [...]
Fugir agora ou nunca.
Vão chorar, vão se esquecer de você?
ou vão lembrar-se?
(lembrar é que é preciso, compensa toda fuga) [...]
Você não vai saber.
Você não volta nunca.
(essa palavra nunca, deliciosa)
E se irão sofrer, tanto melhor.
Você não volta nunca nunca nunca.
E será esta noite, meia-noite em ponto.
Você dormindo à meia noite." - Carlos Drummond de Andrade.